Conforme dito pelo Cosme neste mesmo blog em posts anteriores, ele teve a confiança de deixar em minha responsabilidade a oficina, o que me deixou bastante feliz com o reconhecimento.
Apesar desta escolha, não passava por minha cabeça, que no momento só estava deslumbrada por estar ali aprendendo os instrumentos, ser responsável pelo projeto. Porém apesar disso aceitei, mas quis dividir com dois amigos, que hoje são verdadeiros irmãos pra mim: Thiago Bendon que foi quem deu o nome Batuque de bamba e Cristiano Sousa que apesar de problemas pessoais terem o afastado por uns anos do batuque, teve uma participação muito importante no começo e principalmente em sua volta recente.
Após o carnaval de 2006, a oficina decidiu alçar voos maiores, resolvendo se desligar do Bloco Boêmios da Senado, mas aos quais quero aproveitar o ensejo para agradecer, de coração, por proporcionar uma das melhores épocas vividas pelos participantes do projeto.
A mudança foi um período muito difícil, pois não havia espaço e sequer instrumentos, que foram adquiridos com a ajuda dos remanescentes, episódio este que me mostrou que nem todos estavam dispostos a abraçar o projeto.
Por um curto período, o Batuque funcionou em um prédio abandonado no Engenho Novo, até se instalar, em meados de 2006, na quadra da luxuosa e pioneira Associação Recreativa Escola de Samba Vizinha Faladeira. Mesmo com todas as dificuldades, a época vivenciada ali rendeu muitos frutos a todos os participantes, principalmente para seus diretores. Ali, a semente plantada pela oficina começava a brotar e florescer, sendo notória a produção em série de ritmistas para diversas escolas de samba, seja do Grupo Especial, seja do último grupo. Então fica aqui nosso agradecimento à A.R.E.S. Vizinha Faladeira, sem a qual, provavelmente, teríamos interrompido nossa trajetória tão bonita.
Agora voltando para o lado pessoal, eu não sei mesmo definir bem o que representa a Batuque de Bamba para mim, apesar de ser uma comparação já muito manjada, faria analogia a um filho. Pois apesar de me dar muito trabalho, muito mesmo, deu-me muitos momentos de alegria, como os que eu via pessoas esforçando-se para estarem ali e felizes por isso, mesmo em uma época (que a maioria não viveu) em que muitas vezes só tínhamos três alunos por Sábado. E claro principalmente ao ver o sonho de muitos se realizando ao desfilar em uma bateria e saber que houve contribuição nossa para aquele momento. Fico feliz também de ver o Bruno, a Vanessa, Olavo e o Luis Fernando, por exemplo, presentes até hoje dentro da oficina e ver o quanto a mesma é importante para eles e muitos outros.
Mas o mais importante do Batuque pra mim foram vocês, os amigos que ele me deu. Gostaria de deixar aqui um agradecimento especial ao Thiago, por ter sido meu fiel escudeiro nestes cinco anos que estivemos juntos na frente do batuque e por ter sido um verdadeiro irmão pra mim, não só na OBB, mas na vida. Valeu por tudo que me ensinou meu parceiro.
Porém agora o filho cresceu, acho que foi bem cuidado e com isso já foi morar sozinho, deixando agora o velho aqui descansar um pouco. RSS. Também fico feliz em ver que assim como no passado tivemos quem desse continuidade ao projeto, hoje temos braços novos para guiá-lo, afinal o batuque definitivamente, agora mais do que nunca, é de todos.

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